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QUANTO RISO, QUANTA ALEGRIA

Esse carnaval não vai ser igual àqueles que passaram. Muita alegria, muita emoção no meio e fora dos salões, parodiando algumas das incansáveis marchinhas que até hoje sustentam as festas carnavalescas.

Tivemos todos os motivos para encher os blocos e bandas ( para quem gosta, claro) e pular, dançar, brincar carnaval este ano.

Aliás, me admira muito ver milhões e milhões de pessoas felizes, sem se preocupar (cobrar, reclamar) com os preços do café, da carne, do arroz, do feijão e outros produtos básicos que tanto incomodam os consumidores nos dias normais. Será que a crise e a inflação tiram férias ou fazem recesso no carnaval, igual aos deputados, vereadores, judiciário, funcionários públicos etc?

O Brasil, decididamente, entra em recesso nesta época.Mas, voltemos às euforias: o Oscar de Melhor Filme Internacional para “Ainda Estou Aqui”, que levou à comoção nacional (mesmo por gente que não sabe do que se trata), é realmente um marco para cinematografia nacional e, à parte as comemorações e endeusamentos (devidos a Fernanda Torres), mostra que boa parte reconheceu ou vai reconhecer que o filme traz em si uma mensagem realmente importante pra história políticossocial desse país.

Vimos também nas ruas os foliões, mesmo a título de pirraça, pedindo a prisão e condenação de Bolsonaro e seus pares pelas tentativas de golpes e outros crimes amplamente divulgados. Quanto riso, oh, quanta alegria… se não for apenas fantasia, vamos ter um ano de muitas e novas euforias. E não apenas “mais de mil palhaços brincando no salão”, como diz a marchinha de Carnaval “Máscara Negra”, de Zé Ketti.

Texto: Evandro Lobo – Jornalista, Escritor e Poeta

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