“Crônicas da vida, das artes e de tudo que pulsa em nós, em toda parte”
As festas são legais. Os presentes, ainda mais. Mas, se pararmos um pouco, podemos sentir que o Natal deste ano vai ter algo mais. Talvez, um brilho maior que todas as luzes que normalmente o iluminam, nas casas, nas repartições públicas, nas empresas privadas, em todos os espaços que tentam mostrar que o momento chegou: pra comer, beber, comemorar, louvar, beijar, sofrer, chorar, sorrir …, junto ou separado.
A época exige que os sentimentos sejam compartilhados, com os outros ou consigo mesmo (afinal, solidão também pede diálogo com o próprio existir). Mas, de todos os sentimentos que nos perpassam nesse período o mais emblemático é o de REDENÇÃO. Afinal, é o primeiro Natal, depois de dois anos, dos abraços e encontros plenos, livres de restrições mais pesadas de prevenção contra a Covid 19 (a doença).
Aqui no Amazonas, por exemplo, segundo a Fundação de vigilância em saúde conseguimos voltar esse mês à Fase Verde, com “risco muito baixo” de transmissão do Covid (o vírus), devido a redução de casos e óbitos e a diminuição na ocupação de leitos de UTI destinados à doença.
No entanto, a precaução não deve diminuir jamais, não se deve baixar a guarda, até porque não param de surgir variantes variadas do vírus. Nos redimimos do medo, a exemplo do que se passa também na política, quando a maioria, mesmo apertada, optou pelo diálogo, o respeito, o conceito, o amor, o progresso ao invés das armas, do palanque, do desrespeito, da ignorância, da violência e outros efeitos e defeitos. Mas isso é outro assunto pra outra conversa.No momento, só resta aproveitar o “clima” e recomendar:- Contamine-se, sim, de esperança, fé, amor, compreensão, tolerância e paciência.
Que o Feliz Natal e Próspero Ano Novo não sejam meras frases de efeito, mas que busquem e exalem o próprio conceito; Plante pinheiros verdadeiros, árvores inteiras de luzes genuínas que brilhem o ano inteiro e sejam muito mais autênticas que aquela de papel crepom ou neon que são lembradas no fim do ano; Dê-se de presente, enfim, nesse Natal ou a qualquer tempo, uma cor ausente à sua vida, à sua mente.
A vida, pode ser bela quando se lança, ou se tenta lançar, todo dia, um novo olhar sobre ela;A todos, um Natal legal e uma vida nova, em qualquer novo ano, em alto astral.
Texto: Evandro Lobo- Jornalista e Poeta