Aos 95 anos, o poeta amazonense Thiago de Mello, morreu nesta sexta-feira (14).
O poeta faleceu em casa, na capital de Manaus.
A causa da morte ainda não foi informada.
Filho do muncipio de Barreirinha Thiago de Mello deixa um importante legado para a literatura mundial foi um dos grandes expoente da cultura Amazônica.
Suas obras foram traduzidas para mais de trinta idiomas.
Autor de obras primas como aqueles versos de 1965 – muito atuais – que dizem:
“Faz escuro mas eu canto, porque a manhã vai chegar”.
Viveu muitos anos exilado no Chile na época da ditadura militar no Brasil.
É autor do poema “O estatuto do homem” criado em 1964 no Chile, um dos versos mais bonitos da língua portuguesa.
O seu artigo primeiro dizia:
“Fica decretado que agora vale a verdade/ agora vale a vida,
e de mãos dadas, marcharemos todos pela vida verdadeira”.
Amadeu Thiago de Mello nasceu em Porantim do Bom Socorro, município de Barreirinha interior do Estado do Amazonas, no dia 30 de março de 1926.
Thiago é considerado um dos poetas mais influentes e respeitados do Brasil e reconhecido como um ícone da literatura regional.
Em setembro do ano passado, a 34º Bienal de São Paulo homenageou Thiago de Mello.
O verso que inspirou a bienal, “Faz escuro mas eu canto”, é parte do poema Madrugada Camponesa.
Fonte: Portal Web Manaus
Foto: André Argolo/ Divulgação.