Toda vez quando chega o aniversário a gente começa a pensar como comemorar: festa, viagem, almoço íntimo em família etc. Quando se é criança ou adolescente (de classe média ou alta, claro) é uma aventura, uma alegria, uma surpresa que se espera vir dos pais, dos avós, dos tios, parentes, colegas etc. Quando pobre, é apenas uma eventualidade, feliz ou nem tanto assim. Depois, na juventude, quando está-se estudando diz-se até que não é tão importante comemorar, mas, se der… Quando adulto, quando já não se tem mais pais e parentes pra bancar e às vezes nem tempo pra isso. é uma eventualidade. Lembrar o aniversário também é uma possibilidade, em função dos afazeres profissionais, da sobrevivência. Embora não exista ninguém que rejeite, resista, a um parabéns-pra-você recheado de alegria, brincadeiras, surpresas, bolos e salgados, cerveja ou refrigerante e, se possível, presentes (sempre bem vindos, por sinal). Enquanto que na velhice aniversariar é só um carinho a mais (ou não), de filhos, filhas, parentes, conhecidos…
De todo modo, é bom ser lembrado em vida, celebrar um ano a mais (ou menos) de vida. Momento de refletir sobre o que fez e fazer novos planos. Ou senão, só comemorar, bebemorar, rir e até chorar nessa data. Seja acompanhado, seja sozinho, mas com o seu lado espiritual mais concentrado.
Nesse dia 23 de fevereiro de 2026, completo 65 anos de vida, pouco mais de 40 de profissão jornalística e alguns bons momentos dedicados ao fazer poético. Fiz a minha história, talvez não tão boa, nem tão ruim pros outros ou pra mim…
O importante “é viver o rompante desse instante, nem tão próximo, nem adiante”, apenas seguir em frente até o Tempo estabelecer o meu limite, o meu descarte. Até lá, pretendo fazer algumas coisas (ou o que a aposentadoria permitir), mas a principal delas é semear, escrever, respingar a minha poesia, minha literatura por todas as partes, aos ouvidos e mentes prontos para a Arte.
Texto: Evandro Lobo – Escritor, Jornalista e Poeta