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CARNAVAL DE EMOÇÕES

Vamos entrar oficialmente nos últimos dias oficiais do Carnaval 2024. Oh, Quarta-feira ingrata!. Muito embora a euforia dos foliões já esteja por aqui, por todo o país, desde o começo do ano, a partir do reveillon.

Aliás, me admira muito ver tanta gente feliz ou querendo ser feliz, extravasar nessa época. São milhões que vão às ruas brincar, dançar, beber, beijar, transar, ou mesmo só pular carnaval.

E não importa o ritmo, a fantasia, o motivo, a companhia. O que manda é alegria, a busca por ela, ao menos nesses dias, ao som (bem alto de preferência) e embalo de qualquer alegoria.

O carnaval inebria. Tanto que todos os envolvidos e esquecem, por alguns momentos, os problemas seus e dos outros. Mesmo quem não participa das festas, sente-se de uma certa forma envolvido. Atraído pelo Carnaval, até pra repreender, criticar, assumir vossas hipocrisias.

E a vida, verdadeira, só começa mesmo depois do Carnaval, porque nesse momento não dá nem pra parar e ver a dimensão das tragédias, fatos e artefatos, que ainda rolam e pipocam desde o começo do ano aqui e no mundo, como as chuvas torrenciais, as alagações, tempestades de neve, incêndios, guerras, guerrilhas, doenças, epidemias, assaltos, roubos, assassinatos, latrocínios, acidentes, incidentes; sem contar as brigas, intrigas e futricas políticas, golpistas e antigolpistas, lá fora ou aqui.

O mundo não para no Carnaval, o Brasil também, mas poucos param no Carnaval para discutir, observar outra coisa que não seja as festas, os desfiles.

Sem moralismos de plantão, ver o Carnaval só como a festa da carne, da perversão, da ilusão, é resumir o conceito desse movimento/evento cultural e secular a um mero período de festejos.

Tem muito mais coisa envolvida. Pra começar, a festa pagã é um evento mundial (embora aqui no Brasil tenha mais colorido e potencial), que marca o período da Quaresma, ou seja, depois da Quarta-feira de Cinzas, conta-se 44 dias para a Semana Santa. A data, portanto, não está no calendário à toa.

Outra coisa: já imaginaram o quanto de empregos indiretos são criados por conta das festas carnavalescas, abertas e fechadas? E a movimentação de dinheiro na economia e do turismo dos estados e municípios brasileiros ?

Então, deixe de lado o medo, abra-se aos segredos que as festas de Carnaval representam aos seus enredos. A alegria, o bom humor, a fantasia não são produtos raros, quando o consideramos caros. Se você não gosta, não critique. Se não suporta, admita que alguns precisam desses momentos livres e felizes, nem que só durem quatro dias.

Texto: Evandro Lobo – Jornalista e Poeta

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