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Jenipapo Atemporal: O Gesto de Krenak Reencenado por Felipe Fernandes emProjeção Amazônica

A re-performance, como ato de reencenação e ressignificação, emerge neste trabalho de Felipe Fernandes, onde a história pulsante da resistência indígena ganha novas camadas.

As fotografias capturam o artista multimídia, produtor cultural e estudante de teatro manauara, profundamente engajado com a intersecção entre arte, tecnologia e os saberes dos povos originários, especialmente em seu grupo de pesquisa e performance @Casa_de_Sananga, que ecoa a identidade Sateré Mawé.

A reencenação da icônica intervenção de Ailton Krenak na Constituinte (1987), quando o líder indígena tingiu o rosto de preto com jenipapo em um gesto performático de luto e alerta contra o extermínio, é aqui ativada novamente um corpo-receptáculo que encarna o conceito da re-performance na arte contemporânea.

Fernandes, com sua vasta experiência que atravessa o Coletivo Difusão, Mídia Ninja e a Companhia de teatro Vitória Régia, utiliza a Voz Pintada de Krenak para projetar um futuro ancestral, reafirmando a urgência dos direitos, da memória e da existência indígena.

Ao transpor o gesto de 1987 para o presente, o artista não apenas homenageia, mas recarrega a tinta de jenipapo com novas pautas e vivências amazônicas, fazendo da própria fotografia um portal que une a luta histórica
com a resiliência e visão no futuro ancestral da arte e cultura da Amazônia.

Fonte: Assessoria de comunicação

Foto: Felipe Fernandes Saterê/ Dona Marly Saterê

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